Assistentes virtuais podem ser a chave para a felicidade no trabalho

Um estudo da Cisco, líder mundial em Tecnologia, mostra que as pessoas ao redor do mundo estão preparadas para trabalhar ao lado de colegas de equipe virtuais. E mais, a presença de um companheiro virtual pode tornar os profissionais mais felizes.

A pesquisa foi realizada com 2.270 executivos em 10 países (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Brasil, México, Austrália, Índia e China) e tinha como objetivo saber como as pessoas se sentem em relação às tecnologias avançadas no ambiente de trabalho. O estudo veio na sequência do recente anúncio sobre o Cisco Spark™Assistant, o primeiro assistente de voz do mundo para reuniões.

Principais assuntos e conclusões

A pesquisa com 52 questões identificou resultados interessantes. Por exemplo, 94% dos entrevistados disseram que têm ‘pavor de reuniões’ e ainda, 45% dos chamados inovadores afirmaram ‘dedicar mais da metade do dia a reuniões’. Claramente, qualquer coisa que puder ser feita para tornar as reuniões mais agradáveis será uma grande mudança.

Os quatro pontos predominantes são:

  • ‘Estamos otimistas’. A maioria das pessoas pensa que os avanços tecnológicos vão originar mais empregos, e não desemprego em massa. Além disso, acreditam que as máquinas vão liberá-las de tarefas entediantes e possibilitar mais tempo para que se dediquem a questões mais relevantes.
    • Quase todos os profissionais entrevistados (95%) disseram acreditar que a Inteligência Artificial pode melhorar tarefas de trabalho como agendar reuniões, tomar notas ou digitar documentos e e-mails;
    • Seis em cada 10 funcionários demonstraram otimismo ao afirmar que acreditam que os avanços tecnológicos vão gerar mais trabalho e,
    • Quando questionada sobre como um assistente virtual beneficiaria sua equipe, mais da metade disse que poderia aumentar a produtividade (57%) e o foco (51%).
  • Estamos de acordo em máquinas serem parte da equipe. Bots como colegas de trabalho? Pode trazê-los. Em geral, as pessoas indicaram estar de acordo que as máquinas sejam parte da equipe.
    • Seis em cada 10 pessoas querem contar com Inteligência Artificial para trabalhos duros como agendar reuniões e tomar notas. Talvez, surpreendentemente, 39% dos entrevistados que disseram não confiar na Inteligência Artificial indicaram que teriam prazer em direcionar suas tarefas menos favoritas à tecnologia;
    • Mais de metade das pessoas entrevistadas declararam contar com um assistente humano no trabalho; 82% delas afirmaram que seriam mais produtivas se também tivessem um assistente virtual. Quando questionada sobre a satisfação no trabalho, metade das pessoas com assistentes humanos se dizem estar muito satisfeitas. Somente 32% daquelas sem nenhum assistente humano afirmaram estar muito satisfeitas. Isso sugere que possibilitar assistentes virtuais aos funcionários possa elevar os níveis de satisfação e até mesmo de felicidade no trabalho
    • Foi descrito um cenário em que um bot participaria de uma reunião, apontaria os tópicos discutidos e apresentaria uma análise. Nove em cada 10 pessoas manifestaram interesse ou empolgação em relação à ideia. Muito poucas ficariam “apavoradas” ou não interessadas;
    • Perguntados como se sentiriam se “da próxima vez que andassem pelo escritório, seus computadores os reconhecessem, soubessem que têm uma chamada começando logo e perguntassem: ‘Gostaria que eu fizesse a chamada agora?’ e, então, realizassem a ação (supondo que a resposta fosse ‘sim’)”. Menos de uma em cada 10 pessoas descreveu isso como “assustador” ou “perturbador”. O restante escolheu termos como “produtivo”, “legal,” “inteligente ou “incrível”;
    • Oito em cada 10 pessoas disseram querer que bots assumam um papel ativo nas chamadas de conferência, aprendendo a distinguir entre sons externos e a fala de pessoas para remover ruídos e,
    • 62% de todos os trabalhadores entrevistados esperam que a dinâmica com assistentes virtuais eventualmente substitua por completo a digitação; três em cada 10 gostariam de abandonar o teclado nos próximos cinco anos.
  • Personalidade, idade e até mesmo interesse por iPhone X e Star Trek influenciam as opiniões sobre Inteligência Artificial. Fatores que influenciam o modo de ver máquinas como parte da equipe de trabalho incluem idade, características e preferências pessoais e até mesmo o quanto se ama o ‘Capitão Kirk’.
    • Sete em cada 10 pessoas que declararam estar confiantes e gostar de novidades (extrovertidas) acham que tecnologias avançadas vão criar mais empregos do que eliminar. E 54% dos que disseram ser prudentes e gostar de rotina (introvertidos) pensam que a Inteligência Artificial pode resultar em desemprego em massa;
    • Aproximadamente 10% dos introvertidos acham que a Inteligência Artificial é “perturbadora” contra apenas 5% dos extrovertidos;
    • Fãs do Star Trek e do Star Wars estão mais empolgados com os avanços tecnológicos do que aqueles que não são fãs dessas séries; 78% dos fãs afirmaram estar “super animados” em relação à possibilidade de a Inteligência Artificial ajudá-los a realizar melhor seus trabalhos, em comparação com 68% dos não fãs das séries e,
    • O anseio por um “assistente virtual” foi maior entre aqueles que disseram que comprariam o iPhone X assim que fosse colocado à venda (67% contra 35% daqueles que não têm pressa nenhuma de comprar o novo iPhone X).
  • Privacidade dos dados é importante. Apesar da empolgação, as pessoas têm preocupações.
    • 65% dos entrevistados afirmaram que segurança é uma importante preocupação para eles e,
    • Aqueles que não usariam o assistente do Google ou Alexa no trabalho, citaram a privacidade dos dados e preocupações com a segurança como as duas principais razões (42% dos entrevistados).

Cenário Brasil (entrevista com 217 pessoas):

  • 51% acreditam que a Inteligência Artificial vai criar mais empregos. Enquanto que 8% acreditam que o AI pode eliminar vagas de trabalho;
  • 51% apontam que o auxílio para serem mais organizados foi o principal fator de motivação para adotar um assistente virtual; 49% dos entrevistados informaram que foi a conveniência;
  • Dos que usam assistente virtual, 45% fazem uso para criar lembretes; 42% para anotações e mensagens de texto; 41% para ligar para as pessoas; 40% para calendário de eventos e 33% para confirmar dados;
  • Áreas como TI (67%), P&D (61%), Marketing (57%), Vendas (55%), Finanças (48%) e Recursos Humanos (40%) seriam as mais beneficiadas pela adoção de assistentes virtuais, de acordo com os entrevistados.

“Assim como as pessoas entrevistadas nessa pesquisa, estou otimista em relação às possibilidades oferecidas pela Inteligência Artificial para tornar nossa rotina no trabalho melhor”, comenta Rowan Trollope, vice-presidente sênior e gerente geral de Applications Group da Cisco. E finaliza, “Trabalhar em uma empresa aprimorada pela Inteligência Artificial significa ter mais oportunidade para ser bem-sucedido e mais flexibilidade para realizar um trabalho gratificante”.